quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

The Jimmy Castor Bunch: RIP

Apenas repostando, em 6 de Novembro de 2009. Jimmy Castor Bunch homenagear é pouco... Mais que merecido esse post! Jimmy Castor Bunch, descanse em paz...

The Jimmy Castor Bunch:




















Jimmy Castor Bunch – O homem multifunções:


Jimmy Castor Bunch com “It’s Just Begun” criou um dos breaks mais nervosos e empolgantes dos últimos tempos, mesmo sendo gravado em 1972, é considerado um hino para a nova geração de B.Boys/B.Girls em todo planeta em pleno século XXI. É um som muito autal...
Jimmy Castor, O homem multifunções. Cantor, escritor, coordenador, saxofonista, percussionista e produtor. Com a exceção de James Brown, a música de nenhum outro artista mudou tanto o R&B durante os últimos 40 anos como a de Jimmy Castor Bunch. Das harmonias de Street-corner da Sugarhill para scratches nos toca-discos de hoje, a música de Castor foi bem a frente de seu tempo, Jimmy Castor tinha uma visão futurística, podendo ser notada na capa de “It´s just begun”. Durante quase quatro décadas sua música ainda permanece viva, se fazendo presente em algumas das melhores e maiores festas de Breakin do mundo, nunca deixando de ser atual.
Jimmy Castor nasceu em 23 de junho de 1947, por algum tempo foi produtor da SugarHill Records no Bairro do Harlem em Nova Iorque.
No inicio dos anos 50 nos Estados Unidos eram tempos excitantes, da Avenida Edgecorne, era também o nascimento da era Rock n´Roll e da mesma maneira que seguramente o Rock e o R&B eram um produto de Nova Orleans, assim como o rockabilly de Memphis. Tudo sendo feito no centro de Nova Iorque, ficando mais fácil acesso a todos.
 














O grupo The Teenagers (originalmente The Premiers), foi "o primeiro super grupo" que Castor comandou. Quando The Teenagers explodiram na cena nacional em 1956 com a música “Why do fools fall in love”, Jimmy Castor estava no inicio de sua carreira e então forma seu próprio grupo vocal Jimmy & The Juniors (com a formação: Al Casey Jr. Baixo/vocal e Johnny Williams tenor Graves). Eles conseguiram enganchar na Asa um selo subsidiário de R&B da gravadora Mercury, com o álbum debute (primeiro) deles, “Im promisse remembers” o qual The Teenagers cobririam e ocupariam o topo das paradas, ficando entre os 10 mais no verão de 56. The Juniors lançou um segundo disco em 57, "This girls of mine" pela gravadora Atomic, antes de acabar o mesmo ano. Castor muito atarefado em Nova Iorque com negócios e discos em sua cabeça.
Em 57 começa a decaída do grupo, Castor sai e entra no The Clintonian and the Casals, onde aprende quase tudo que sabe hoje, faz um acréscimo inestimável em muitas musicas de Dave “Baby” Cortez, e em 1962 o incrível instrumental “Rinky Dink”. Se tornando assim The Everything Man (O homem para tudo, se referindo as habilidades com os instrumentos). Castor tocou algumas músicas para o grupo My Brothers, gravou com Clintonian Cubs em 1960.
Havia um novo som chamado Doo-wop inspirado no Soul latino, que eram nada mais nada menos que riffs vocais. Este ritmo cresceu na população rica do Harlem, com vocais de Ray Barreto e Joe Cuba. Castor estava somando apresentações e participações para seu arsenal artístico.
Foi então que o produtor John Pruitt propôs que Castor gravasse o Soul latino, “Hey Leroy”. Ficando irresistível, com um baixo melódico, percussões de congas, pianos e um saxofone indecente. Na semana de natal de 66 a música foi para a posição de numero 16 na parada R&B. Depois disso deixa a gravadora Smash e assina contrato com a RCA, onde lança em 1972 “Troglodyte (cave man)”, com Gerry Thomas no trompete e piano, Harry Jensen no violão, Lenny Frindle JR nas Congas e Doug “Bubs” Gibson no baixo.
It’s just begun foi o começo da obra prima de Castor, o disco ficou entre as 6 mais da parada R&B. The Jimmy Castor Bunch, gravou mais dois discos pela RCA em 72 e 73, Phase two e Dimension N. Em 74 foram para a gravadora Atlantic, trabalhando o titulo de The Everything man. O primeiro single lançado foi “Maggie” com a melodia do grupo de Rock americano Redbone (“Come and get your love”), em “Bertha Butt Boogie” Jeff Grimes substituiu Harry Jensen no violão, dando o chute inicial para uma série de músicas de R&B que duraram mais de cinco anos.
Bertha chegou ao número 16 da parada R&B, e em 1974 lança o clássico “Bull of course”. Usando a abreviatura E-Man (Everything man). Em 75 “Super sound” o próximo LP, não teve muito destaque, em 77 lança “E-main groovin”, não tendo muito destaque pois nesta época o Funk já havia sido consumido pela discoteca. Depois Jimmy Castor não conseguiu emplacar nenhum sucesso. Se mantendo fiel ao estilo Funk não alcançou mais as paradas de sucesso, dominadas pela praga das discotecas de sábado a noite...
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

KÁTIA DRUMOND E RICARDO VEROCAI COM: MUV - MOVIMENTO UNIFORMEMENTE VARIADO:


 
À algum tempo eu havia desistido de procurar por novas músicas, não por músicas “antigas” que me fossem sonoramente novas, mas por músicas novas que fossem também novas aos meus ouvidos! Um bom tempo eu achei mais fácil procurar as músicas nos sebos e lojas de discos do que na internet, e realmente era mais fácil, algo que hoje já foi superado com inclusão do youtube na parte de pesquisa musical. Que também é valida, claro...
O interessante é que algo exclusivo continua a sair dos sebos e lojas de discos, isso não tem jeito. Parece que aquele disco estava a te esperar e as diversas histórias de garimpo de discos pelo Brasil são realmente interessantes e culturalmente muito ricas.
Mas a música nova, ou moderna, ou contemporânea teria ela algo de bom, ou algo que pudesse ainda nos surpreender.
O que muito vejo hoje é uma situação de falta de conhecimento musical por parte dos músicos em criar algo diferente, ou que ainda não foi feito. Explico, que graça tem você pegar um disco hoje, ou uma música na internet onde o artista não cria mas apenas repete os mesmos riffs, breaks e a sonoridade é sempre a mesma.
Os músicos me parecem não saber o que seriam os Breaks. Alguém já me perguntou uma vez: “Como faço uma música para B.Boys?” Eu disse: “Inclua um break com bastante percussão, e tudo bem”...
As criações surgem do conhecimento, uma vez um professor me falou isso. Aquilo ficou gravado em minha memoria, fui atrás dele para uma explicação, e ele deu uma aula sobre criação e conhecimento, ou sobre a ligação de uma coisa a outra, e realmente fazem muito sentido as duas coisas...
Fiquei fascinado, primeiro com o modo com que conseguia nos fazer entender, depois com as ideias que iam surgindo na minha mente. Realmente é preciso pesquisar bastante e “acabar” com todas as possibilidades de pesquisa e informação.

Nos dias de hoje, acho chato escutar um grupo que nada me acrescente musicalmente.
Mas alguns grupos me fazem ainda ter fé no cotidiano. Policiando meu modo de enxergá-los e escutá-los, claro! rsrs
Dentre tantas descobertas algumas estive também a procura dos vinis, tentando adquirir os próprios Lps e compactos que saíram ainda no formato vinil! Como isso é importante para os DJ´s, que sem a sua principal ferramenta, estaríamos ferrados. (?) Aqui vão meus agradecimentos a todas as gravadoras, selos, labels que ainda se preocupam e gostam do fazem, lançarem discos de vinil. Eu agradeço!
Um dos grupos que muito me chamaram a atenção fora: Kátia Drumond e Ricardo Verocai, com seu MUV: Movimento Uniformemente Variado.

Vejam só como descobri o grupo... Um dia em casa entrei em meu blog e estava um comentário de Ricardo “Verocai” apenas o nome Verocai constava no blog. Enviei um e-mail para Ricardo imaginando ele ser Arthur Verocai. Poxa ele me respondeu, elogiou o blog e trocamos ideias até hoje.
Vejam vocês a humildade de Ricardo entrar no blog e deixar um recado: “Gostaria de lhe enviar meu novo material”... Achei isso fenomenal!
Isso sim me chamou a atenção, logo após o episodio fui atrás da música do casal. Mas confesso que fui sem muita empolgação. Mas tomei uma paulada Groovistica! rs.
Fiquei surpreso e curioso em comprar, adquirir aquilo de alguma forma...
Não basta falar e elogiar o trabalho deles, mas sim mostrar, escutem e me digam, deixem seus comentários...
A postagem de hoje seria apenas um pouco do que acontece na música nacional, que muitas vezes é gravada fora do pais, de produções e gravações que possibilitem os B.Boys e B.Girls dançarem...
Algumas músicas existem em vinil, outras infelizmente ainda não...
Com vocês: Kátia Drumond e Ricardo Verocai, com seu MUV: Movimento Uniformemente Variado:


O QUE É O MUV?

O
MUV, sigla para Movimento Uniformemente Variado, é um projeto musical que funde as bases do soul, funk, jazz, salsa e do rap com ritmos variados da música brasileira como o samba, baião e o afoxé. Um dos princípios do MUV é o de revisitar o movimento da música preta nacional que surgiu na metade da década de 60, no Rio de Janeiro, período em que se destacavam os maestros Dom Salvador e Herlon Chaves.

O
MUV traz influências musicais de primeira grandeza como Arthur Verocai, Azymuth, Black Rio, Tim Maia, Carlos Dafé, Tânia Maria, Leny Andrade, Velha Guarda do Samba, Marvin Gaye, James Brown, Jackson Five, Herbie Hancock, Célia Cruz, Hermeto Paschoal, Sandra de Sá e Macau.

O MUV nasceu em 1998, no Rio de Janeiro como banda MOVIMENTO, criada por Ricardo Verocai e no ano de 2000, como um desdobramento da trajetória artística de seus integrantes, se transformou neste projeto musical, que é liderado pelos artistas Ricardo Verocai e Kátia Drumond.

Ricardo atua como tecladista, compositor, diretor musical e arranjador; e Kátia como cantora, compositora e diretora artística.

DISCOGRAFIA ANTERIOR:
Os Movimentos, 2007

Primeiro álbum do MUV, "Os Movimentos" foi gravado no Rio de Janeiro e Curitiba (2007) e lançado no Teatro Guaíra, em Curitiba (2008). O álbum conta com 14 composições autorais divididas em quatro movimentos: apresentação, relacionamento, consciência e atitude. Em "Os Movimentos", o MUV apresenta uma poética mais social agregando a linguagem do rap, do reggae e da salsa, ao universo Afro e Hip-Hop. O álbum traz parcerias com Macau, Lupper, Nina Fola, Paulo Cima, Leonardo Zapatta, Hélio de Assis e Keba Ubiratan. Além das participações especiais do maestro, arranjador e guitarrista Arthur Verocai; do cantor de reggae Pato Banton (Jamaica/Inglaterra); e dos músicos paranaenses Glauco Sölter, Chiris Gomes, Paulinho Branco e Neno Silva.


RESPIRAR:

álbum: Minha Gente Brasileira (2011)
música: R. Verocai, K. Drumond & Jahir Eleutério
arranjos: Ricardo Verocai
KÁTIA DRUMOND -- voz e backing vocal
RICARDO VEROCAI -- rhodes e clavinete
JAHIR ELEUTÉRIO - guitarra
RUAN DE CASTRO - guitarra
EVANGIVALDO SANTOS - baixo
TIAGUERA NUNES - bateria
ALEX FIGUEIREDO -- congas
REGINALDO SATURNO -- sax alto
AUDRYN DE SOUZA - trumpete
CLEBER WASHINGTON - trombone
MICHELE MARA - backing vocal
GISELE MARIÁH - backing vocal
CONTATOS e INTERNET:

producaomuv@gmail.com / (41) 9932.2047 ou 9960.2331

www.muvbrasil.com.br

www.myspace.com/muvmovimento

Facebook: MUV - Movimento Uniformemente Variado
http://www.facebook.com/pages/MUV-Movimento-Uniformemente-Variado/18827671789...

+ IMPRENSA
RAFAELA TASCA / MTB 6747-PR | rafaela@bazarpress.com.br / (41) 9860.9828

Quem ainda quiser mais: http://www.youtube.com/results?search_query=K%C3%81TIA+DRUMOND+E+RICARDO+VEROCAI+COM%3A+MUV+-+MOVIMENTO+UNIFORMEMENTE+VARIADO+&aq=f

sábado, 22 de outubro de 2011

Silvinha e Wilson Pickett, isso é possível ??? [PT 6]:








Hoje um dia chuvoso, nada agradavel para garimpar (diggin), mas mesmo com toda a chuva e a vontade de continuar na cama, levantei e fui ao centro. Nada muito animador também nas lojas, muitos discos comuns e detonados. Mas uma coisa me chamou a atenção...
A música de Wilson Pickett tem o mesmo estilo de "Backing" Vocal da música de Silvinha "Tudo".
A música de Pickett é Mini-skirt minnie, 1969.
A música de Silvinha é tudo, 1972, autoria de Carlos Geraldo, pela gravadora RCA.
A versão de Silvinha tem um break incrivel...
Fica a curiosidade sobre as músicas...



 


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Up Rock Brooklyn:






 
Esta parte especial é totalmente dedicada ao Rocking. Que possui uma particularidade musical muito importante. A diferença do Rocking para as demais danças está na utilização da letra da música, muitas vezes os passos, “jerks” e “burns”, estão ligados a letra, e ações da música. Um ótimo exemplo seria “listen to me” de Baby Huey. Onde o avanço musical, o ataque está claramente definido, e divide a música em “soft” e “batalha”. Diferente do B.Boy|B.Girl que utiliza o Break para dançar, os Rockers utilizam toda a música e o Break principalmente para “atacar”.

Estes conceitos de break são importantes e produzem toda uma diferença no momento da execução da dança B.Boying|B.Girling e Rocking.
São utilizados de forma diferentes mas tem a mesma intenção. O Break no Rocking está ligado ao “ataque” ao adversário. No B.Boy|B.Girl também, mas hoje já se utiliza boa parte da música sem o break, ou até a mesmo uma música inteira para se dançar B.Boying. Principalmente em Jams e rodas livres. Sem perder o conceito “break” da música, claro!
Desta forma acredito ser mais interessante a utilização das músicas brasileiras para treinar e dançar de forma mais “soft” que seria nas jams o Rocking, Brooklyn Up Rocking.
Selecionei algumas que gosto mais e que de uma certa forma me chamaram atenção em alguns anos de pesquisa, alguns covers outras músicas de autoria dos próprios músicos e todas de artistas nacionais, músicos brasileiros.
Só para ilustrar, segue uma pequena sequência de algumas favoritas para Rocking...
Muitas outras músicas para Rocking são interessantes, mas a intenção não é postar milhares de músicas demosntrando conhecimento ou coisa parecida. apenas desvendar  e mostrar que existe a possibilidade de dançar Brooklyn Up Rocking  com músicas brasileiras...
Que bosta tentei por alguns minutos fazer o upload das faixas na porcaria do divshared, nada... Dai vai no soundCloud nosso de cada dia mesmo...

Bruno, DJ Groovy

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Popping, Locking e Rocking também tem vez!!! [PT 4]:



Bem, acho que já falei demais, ou melhor já escrevi demais. Vamos de música!!!
Vamos agora falar das músicas e dos Grooves, Funk e Funky Breaks que poderiam possibilitar os dançarinos expressar suas danças nas músicas brasileiras de forma adequada.
Infelizmente para Popping não possuo muitas coisas, mas o pouco que tenho já conseguiria fazer uma sequência, um set bacana. Para Locking são tantas músicas que me perco. Em todos os formatos, compactos e Lps.
Vou começar com umas coisas mais batidas. Alias, vou começar com umas coisas legais, que sejam realmente interessantes para dançar e que possibilitem o dançarino a se expressar. Nessa momento a música ajuda bastante. Eu costumava dizer que os dançarinos estavam fazendo aquele movimento devido a música e o modo com que eu estava tocando. Era o que muitas vezes parecia, já que nos treinos certos passos não aconteciam, mas com a presença do DJ a motivação era outra.

 

Outro assunto polemico que veio a cabeça agora, o DJ teria o papel de ajudar o dançarino e não de atrapalhar como vejo e escuto muitas vezes... Mas esse é outro papo, para outra hora...
Vamos as músicas, que é isso que importa aqui:
Eu vou primeiro de Covers. Alguém ai conhece o “Toni Lemos”? E Barry White? Pois é, um cover de “Any fool could see (you were meant for me)”. Curiosa versão para Barry White.
Estranha letra. Em falar em estranha letra, sempre ouvi esse papo de que as letras são “barangas” ou “as letras são engraçadas”, mas traduzindo algumas das letras em inglês encontrei coisas “terríveis” e “engraçadas” também.
Com Michael Sullivan eu cito “veja como fala”.
E depois Almir Ricardi com “festa funk”, nossa tem muita coisa bacana por aqui...

 

to parado na tua” essa otima para Popping, eu recomendo.
E o amigo de Nova York? Essa não poderia faltar, claro... O single 12” polegadas comprado por R$ 1,00 foi demais.
E o som de Fábio Mattos Jr em uma bela apresentação de Locking? Cai super bem!
Bom, por hoje é só, tem muita coisa bacana aqui, vou desvendando e postando.
Até o fim do ano deve dar tempo de postar tudo. Mas vamos com calma.


Bruno, DJ Groovy