segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"O surgimento da cultura Hip-Hop: Bronx"






Para melhor visualização das fotos clique sobre elas
 
Bronx:
Em 1641, um escandinavo chamado Jonas Bronk comprou dos índios nativos 500 acres de terras. Ele e sua família construíram sua casa na terra virgem, mas como o local era muito solitário resolveram vender alguns lotes. Em indígena a terra se chama Keskekeck, mas o nome logo foi mudado pelos moradores de Manhatan que diziam assim: “Onde você vai à noite?” “Vou ver o Bronks. E você?”
É só uma lenda, mas o Bronx efetivamente começou com Jonas e já foi floresta virgem. Em qualquer parte do Bronx de hoje é inconcebivel se pensar em florestas, mas existe um lugar em que ela permanece intocada: Botanical Gardens.
O Bronx River Gorge, no interior da mata, pode ser atingido pela ponte e pedra em arco. Dentre os edifícios do Jardim Botânico, o histórico Lorillard Snuff Mill foi salvo da destruição sendo transformado em bar e o mais importante é o Enid A. Haupt Conservatory, gigantesca estufa de cristal repleto de flores.
O Bronx Zoo partilha o Bronx Park ao sul de Botanical Garden. A entrada mais festiva para o Zoo é o Paul Rainey Memorial Gate, um portão art-decô com animais de bronze. O ponto mais popular do Zoo é o World of Bords. Em grandes salões com temperatura controlada, os pássaros voam livres em volta de você. O World of Darkness (com animais noturnos) e a Aquatic Bird House são criações recentes dentre as belas, mas velhas, alas. Há um gracioso Children´s Zoo e um passeio de monorail [especie de metro] através da Wild Asia (Asia selvagem) e African Plains (Planícies Africanas), com fossos para manter os leões isolados de suas presas (ou seja, você).

Decadência Urbana:

O lado oposto do distrito, tanto em localização quanto em reputação, é o famoso South Bronx. Seu ponto mais famoso é o Yankee Stadium, conhecido como a Casa que Ruth construiu, apelido que de fato está invertido. O local é que foi conhecido especialmente para os famosos recordes do astro do baseball Babe Ruth. Nos anos 70 se gastou 100 milhões de dólares na reconstrução do estádio, enquanto as ruas vizinhas morriam de indigência financeira.
Quem passou pelo South Bronx recentemente deve ter notado o trabalho promocional. As agencias imobiliárias cobriram as janelas dos prédios vazios com fotos de vasos de plantas. O objetivo é provocar uma ilusão otimista que só conseguiu despertar comentários cínicos e editoriais negativos. Porque não gastar o mesmo dinheiro com plantas de verdade?
Até certo ponto, a decadência urbana está sendo combatida efetivamente. Nas ruínas da velha Charlotte Street estão se construindo casas d estilo rural que são vendidas e ocupadas. Onde antes havia lotes abandonados se veem agora construções em andamento. As famílias que vierem morar ai serão heroicas na tentativa de despertar o bairro. Mesmo aqui, onde os problemas são mais graves, se vem mostras encorajadoras no Bronx. Para o visitante aventureiro esse distrito do norte da cidade mostrará que tem folego.


Do livro: “O estado de Nova Iorque”


 




 






















As festas na nossa área, o bairro de Chelsea, são notoriamente selvagens. Quando nós todos tínhamos quinze ou dezesseis anos havia uma gangue para cada quadra e uma gatinha para cada membro.
As grandes brigas de gangues eram frequentes e sangrentas, mas raramente fatais. Era uma chance para cada maluco se expor balançando uma corrente, mas com pouca chance de ser o centro das atenções do funeral de domingo. Essa foi uma moda passageira. À medida que os integrantes foram crescendo, seu turfe e sua mulher tornaram-se, cada vez mais, parte de seu orgulho e do que eles simbolizavam. Era algo para se apegar. Foi quando as facas, navalhas e armas apareceram nos finais de semana e as pessoas começaram a revistar um por um, na entrada, quando se ia a uma festa. De uma hora para outra, a diversão de tocaiar um branquelo virou assunto sério. A maioria das gangues começou a se desfazer quando os assassinatos se tornaram uma realidade, mas aquelas que decidiram ir fundo eram infernais.
Tudo era levado a sério e o contrario também acontecia. Todas as gangues usavam suas jaquetas com a suas insígnias. Os ternos do domingo de Páscoa ficaram no armário. Eles estavam reservados para o seu funeral”.


Do livro – Abutre – Gil Scott-Heron







0 comentários:

Postar um comentário